Colonia Babado Novo

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Repórter da Veja SP encara curso de pastor e descobre que Edir Macedo criou uma das regras da “profissão”



Transformar pessoas em pastores, que ganham altos salários e têm direitos trabalhistas. É esse um dos principais objetivos da Escola de Líderes da Associação Vitória em Cristo (Eslavec), que em dezembro passado promoveu a quarta edição do curso de formação. Em relato detalhado, o repórter da Veja SP, João Batista Jr., que esteve entre os mais de cinco mil religiosos que se reuniram para aprender os ensinamentos, contou o que aconteceu durante os quatro dias de evento. Segundo as informações publicadas pela revista nesta semana, os pastores que se dedicam integralmente à igreja podem ganhar salários de até R$ 22 mil. Sem dizer que era jornalista, Batista Jr. acompanhou o encontro, que custou R$ 700 a inscrição. Liderado por Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, o curso é encarado por alguns como uma oportunidade para transformar a vocação em trabalho remunerado e para outros, como uma espécie de pós-graduação na área. A questão trabalhista, neste caso, parece muito forte. Com a experiência, o repórter descobriu que, ainda na década de 90, o dono da Rede Record, Edir Macedo, criou uma estratégia para reter talentos e premiar funcionários que cumprem metas de lucro. A ideia é assegurar que o religioso não vá para igrejas concorrentes ou abra uma própria. Batista revelou que o evento realizado em Águas de Lindoia (SP) fechou pelo menos 16 hotéis do município, que ficaram reservados exclusivamente para receber os alunos, e custou R$ 4 milhões à organização, que distribuiu gratuitamente pelo menos 3 mil matrículas. O jornalista traz depoimentos de personagens, como a paulistana Sarah Leitão, 21, que ganhou a "bolsa" e disse ter recebido um chamado de Deus. Além do conteúdo das palestras, o repórter relata que, nos intervalos, "uma espécie de supermercado da fé" tomava conta do local, com descontos em livros, DVDs e CDs evangélicos. “Você compra com cheques para trinta ou sessenta dias, revende ao pessoal da sua igreja e ainda ganha um cascalho”, sugeriu Malafaia, conforme descreve o jornalista da Veja SP. (Comunique-se)

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